Você está em: Início > Subárea Científica - Gestão do Desporto

Subárea Científica - Gestão do Desporto

Apresentação Geral:

Definição da subárea científica de Gestão do Desporto:

Estuda os aspetos estratégicos organizacionais e de controlo de atividades no domínio da organização do desporto com o objetivo de: proporcionar boas condições para os utentes dos serviços desportivos; possibilitar uma boa e efetiva cooperação entre organizações voluntárias e profissionais e permitir um razoável pagamento de custos. Tal implica coordenação de recursos, tecnologias, pessoal e contingências situacionais para uma produção e troca eficiente dos serviços desportivos.

Linhas de investigação:

Estratégia e Performance de Organizações Desportivas - performance significa resultado da ação, a própria ação ou o sucesso da ação que pode ser medido numa perspetiva sistémica (avaliação externa e interna da atividade da organização, dos fatores que estão por trás dos resultados, dos próprios resultados, qualidade do serviço, inovação e flexibilidade dos próprios resultados) ou na perspetiva da gestão (resultados financeiros, apoios, capacidade de atração dos média, etc.), de acordo com Bayle (2002). No entanto, importa que se entenda, de igual forma, o que antecedeu a ação. Que escolhas, que decisões desencadearam o processo de ação. Neste domínio, entra-se na esfera da estratégia delineada pelas organizações que forja a missão da empresa (ou finalidades), estabelece os objectivos da organização à luz das forças externas e internas, formula políticas e orientações específicas para alcançar objectivos e assegura a sua adequada implementação, Steiner et al. (1989:11). Em suma, motiva-nos o interesse em identificar, descrever e predizer a relação entre a estratégia e os resultados das acções obtidos pelas organizações desportivas. Privilegiam-se os estudos centrados nas organizações públicas desportivas (locais, regionais e nacionais), associativas e empresarias ligadas aos serviços de condição física e turismo ativo.

Patrocínio ao desporto - Avaliação da Eficácia dos Patrocínios.Análise do impacto dos patrocínios na intenção de compra dos produtos dos patrocinadores, em função das variáveis dos consumidores. Meenaghan (1991) describes sponsorship as an investment, in cash or in kind, in an ativity in return for access to the exploitable commercial potential associated with that ativity. O patrocínio é entendido como um instrumento de comunicação que empresas utilizam para atingir os seus objetivos de comunicação e de marketing. Nas últimas décadas o seu crescimento tem sido extraordinário. Segundo Farrely et al. (2006) o investimento mundial em patrocínios atingiu USD $16.6 biliões em 1996 (SRI, 1998) e $21.4 biliões em 2001 (IEG, 2002) e com a expetativa de atingir $50 biliões em 2006 (SponsorClick, 2004). Pretende estudar os efeitos dos patrocínios nos consumidores que são expostos à comunicação dos patrocinadores em eventos desportivos. Os efeitos a estudar prendem-se com o conhecimento do patrocinador, notoriedade, imagem e intenção de compra.

Estudo dos processos de emergência de novos negócios na indústria do desporto, com particular incidência em iniciativas de base tecnológica.

Contabilidade Financeira aplicada às organizações desportivas. A Investigação em Contabilidade Financeira tem subjacente duas correntes principais: a investigação normativa e a positivista. De acordo Moreira (2009), a investigação de cariz positivista elabora e propõe teorias que oferecem previsões a partir de constatações empíricas baseadas no estuda da realidade. Desta forma, esta linha de investigação pretende apresentar contributos no sentido de adequar a normalização contabilística a algumas das especificidades das organizações desportivas.

Planeamento e Gestão de Instalações Desportivas. O Planeamento e Gestão de Instalações Desportivas, enquanto tema de investigação assenta num primeiro pressuposto de que as Instalações possibilitam a intervenção de gestão num referencial processual dentro do qual se identificam três fases ou etapas (Farmer, P.; Mulrooney, A. & Ammon, R.; 1996): Programação e Projeção da IDA; Construção da IDA e Exploração da IDA. O segundo pressuposto é o de que cada uma das fases ou etapas possui as seguintes características:

  • Estão definidas quanto aos seus limites, sendo perfeitamente possível identificar o início e término de cada uma;
  • Estabelecem relações entre si e numa lógica sequencial em a primeira sustenta a segunda e esta a terceira;
  • Possuem objectivos específicos e diferenciados.
  • O terceiro pressuposto é o de que não existe um Modelo único de Gestão de IDA, na realidade, são as características de cada IDA, o seu envolvimento territorial, urbanístico, as características sociais, económicas, culturais, os recursos disponíveis e, naturalmente, os objetivos estratégicos das organizações que determinam as atividades de gestão. Os trabalhos de referência neste domínio do conhecimento, centram-se em duas principais perspetivas:

    Uma perspetiva de planeamento, que posiciona as IDA numa realidade de oferta desportiva, face à procura social de prática desportiva existente, inscrevendo-se o Planeamento como conceito central de regulação entre as características da oferta de instalações desportivas e as características da procura desportiva;

    Uma perspetiva de gestão, que se posiciona sobre a organização e estruturação de indicadores capazes de caracterizar, especificamente, a situação da(s) instalação(ões) desportiva(s) em várias dimensões e componentes de análise funcional.

    Sistemas de informação, no âmbito da gestão de Organizações Desportivas:

    O desenvolvimento verificado no âmbito das Tecnologias de Informação e Comunicação na segunda metade do século XX colocou às organizações novos desafios e oportunidades, tornando a informação como um dos fatores primordiais para o seu sucesso.

    O aparecimento de soluções informáticas para a contabilidade, logística, produção, stocks, encomendas, recursos humanos, entre outras, permitiu que fluxos de informação fossem aperfeiçoados e automatizados. À medida que, novas soluções no âmbito dos sistemas de informação eram incorporadas, as organizações reestruturavam o seu modelo de funcionamento e adaptavam-se às novas realidades.

    No entanto, a incorporação das Tecnologias de Informação nas Organizações não é sinónimo do retorno do investimento realizado em Software e Hardware, uma vez que por vezes não corresponde a um aumento esperado na produtividade e desempenho. Segundo Sawy (2000), a adoção de Tecnologias de Informação em organizações que têm estruturas hierárquicas rígidas e procedimentos complexos, não é sinónimo da melhoria da sua performance (Sawy, 2000).

    Durante a década de 90, houve uma mudança no paradigma, passando a ser dado o destaque nos processos e não às tecnologias - as tecnologias funcionam como um elemento catalizador, que permite suportar os processos. Vários autores salientaram que as Tecnologias de Informação poderiam inovar e modificar radicalmente os processos organizacionais (Hammer, 1990; Davenport e Short 1990). Hammer (1990), também refere que as Tecnologias de Informação poderiam inclusive transformar os processos organizacionais, já existentes e até mesmo criar novos.

    Estas novas realidades, às quais não estão imunes as Organizações Desportivas, colocam novos desafios. Segundo Amis e Slack (1997), a velocidade, a complexidade, as alterações de políticas, regras e tecnologias, com que se confrontam as organizações, tornam frequentemente os seus métodos operativos obsoletos.

    Face ao exposto, considera-se que é importante realizar uma investigação de forma a conhecer a importância e o impacto, que os processos organizacionais têm para organizações desportivas e identificar se existem vantagens na utilização desta abordagem.

    Qualidade de serviços desportivos.

    Reeves e Bednar (1994), mencionam que existe várias definições de qualidade e que será difícil encontrar uma definição universal, uma vez que este é um conceito que deve ser adaptado a cada contexto. Autores como, Pires (2000), Martins (2002), e Pinto (2003), citados por Soares et al (2007), Rodrigues e Dávila (s/d), mencionam que a Qualidade é um conceito que evoluiu, evolui e continuará a evoluir com o passar do tempo, é um conceito difícil de definir, porque vão sendo introduzidos aspectos que visam descrever uma grande variedade de fenómenos, bem como, complementar e satisfazer as expectativas dos consumidores.

    Nos últimos anos, a atividade turística sofreu uma transformação que veio causar um forte aumento nos desportos em contacto com a natureza e noutras atividades associadas. Houve assim um crescimento quer ao nível da procura, quer ao nível da oferta.

    Como a crescente procura e oferta destes serviços estão associados ao turismo, houve novos desafios e exigências que emergiram, e aos quais é necessário dar resposta. Portugal, desenvolveu um Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT), que refere que o reforço da qualidade no turismo implica actuar no serviço ao turista (ao longo dos Momentos da Verdade), na qualidade da oferta e dos recursos humanos, sendo desta forma necessário, implementar um sistema de qualidade turística, e da formação e valorização dos recursos humanos (Turismo de Portugal, 2007, p. 9).

    A DECO (2008) lançou um guia aos consumidores de atividades em contacto com a natureza. O Guia dos Desportos de Natureza, onde define parâmetros de qualidade que o cliente deve procurar num serviço de turismo ativo e de natureza, bem como, os requisitos que as empresas devem disponibilizar-lhes.

    Em suma e tendo por base, os requisitos que se deve ter em conta tanto na procura como na oferta das atividades de animação turística, é necessário, estudar e compreender a oferta deste tipo de atividades, para que se possa colmatar algumas das lacunas que existem ao nível do planeamento e gestão destas atividades, convergindo assim, para atividades com qualidade, que possam ir ao encontro do solicitado pelos consumidores.

    DOCENTES AFILIADOS:

    Professor Coordenador Doutor Abel Santos (Coordenador)
    Professor Adjunto Mest